Alô, é do céu?

mediunidadeA comunicação sempre foi uma necessidade intrínseca a raça humana. Não importa se através de barulho de tambores ou áudios de whatsapp. Somos seres sociais, e nos expressamos através da comunicação. É com ela que expomos nossas ideias, verbalizamos nossas angústias, demonstramos nosso afeto. Não existe nada mais reconfortante do que uma ligação para a Leia mais… »

Irmão é…

Ouvi dizer em algum lugar que a nossa construção é formada pela média das cinco pessoas com quem nos relacionamos. Lembro que o estudo provava por A+B que a nossa personalidade era a massa liquidificada dos nossos pais, irmãos, amigos, amores, na mesma proporção. Apesar de ser um estudo bem fundamentado, eu tive certeza que Leia mais… »

A vida perfeita

Ontem me peguei chorando pela rua. O vento bagunçava meus cabelos, as folhas das arvores chacoalhavam como percussão musicando o meu caminho. E como em raras oportunidades (e que sem CNH, futuramente nem tão raras) voltava a pé do trem, e passei pela cobertura dourada – palco de tantas das nossas estripulias – de onde Leia mais… »

A irmã mais velha

Sábado passado caiu a luz lá de casa. Não foi por muito tempo, somente tempo suficiente para o Mateus aparecer na minha cama em um pulo, e o Murilo sair correndo do chuveiro gritando meu nome – “MANAAAAA” – sim porque lá em casa meu nome é “mana”. Enquanto a minha mãe arrumava o disjuntor Leia mais… »

O abraço do meu pai

É difícil chegar à vida adulta e não deparar-se com algumas características pessoais herdadas de nossos pais. Depois de anos de terapia dei-me conta que a maioria das discussões que explodiam entre meu pai e eu, eram acionadas pelas falhas que dividíamos.  Passado um tempo me analisando, comecei a entender que as nossas farpas, eram Leia mais… »

Wish you were here

Acordei inquieta. Não sabia o motivo. Abri gavetas procurando contas para pagar que estivessem vencidas. Procurei na minha cartela alguma pílula que tivesse esquecido. Revisei emails e mensagens que poderia não ter respondido. Nada. Sentei na minha ilha de escritório, aquela tão isolada do que eu realmente gostaria de estar fazendo, e decidi tocar meu Leia mais… »

A vistoria

Eu queria poder parar de escrever sobre isso, entretanto estes sentimentos são tão presentes quanto a minha própria presença. Tão visíveis quando a roupa que eu visto. Tão urgentes quanto à vontade que eu tenho de seguir adiante. Leia mais… »

Você chegou e eu mudei

Você chegou finalmente. Nossa foi um alvoroço desde o dia que descobriram que você viria. Mamãe anunciava que um menininho chegaria. Pensei “ui, que nojo. Odeio meninos!”, no auge dos meus quatro anos de idade. Papai dizia que eu ia ganhar um irmãozinho, mas o que eu pedi foi uma bicicleta da Turma da Mônica. Leia mais… »

Troços e traços

A pior parte de sentir a falta de alguém é a permanência dela em objetos inanimados, coisas que antes eram inofensivas. É “um fio de cabelo no meu paletó”, já diria Chitãozinho e Xororó. Antes, aquele fio era apenas um cabelo solto, entretanto, na ausência da pessoa amada, ele é um universo de memórias. Tem cheiro, tem presença e até inconveniência. Não dá pra negar a saudade quando ela deixa provas do crime. O crime é essa falta que se sente. E a vítima é você, agarrado(a) apenas às evidencias do que já foi. Leia mais… »

O corredor

Fumei meu quinto cigarro do lado de fora daquela sala abarrotada. Era uma tarde quente de quarta-feira, e as horas se arrastavam naquela espera angustiante. O cheio de suor e da falta de banho tomava conta daqueles metros quadrados que antecediam a entrada, cujo acesso se dava por uma porta bipartida amarelada. E se eu Leia mais… »