365 dias sem você

Eu prometi para mim que não contaria os dias da tua ausência. Mas essa foi mais uma das vezes que me enganei para poder sobreviver a nossa separação. Como uma dependente química em recuperação. “Hoje eu sobrevivi mais um dia sem meu irmão”. Fato é que eu contei cada um dos dias desde a tua Leia mais… »

Vai ficar tudo bem, pai.

É engraçado que quando somos crianças nós não percebemos que as nossas brincadeiras e joguinhos, instintivamente nos preparam para sobreviver à vida adulta. Brincar de casinha, nos dá pequenas noções de sermos responsáveis por um espaço, ou quando brincamos de carrinho, imaginamos como manusear um veículo com cuidado, assim como bonecas e bonecos nos fazem Leia mais… »

Eu adoro aeroporto

– “Filha, não precisa me buscar no aeroporto. Eu pego o trem”. – “De jeito, nenhum, mãe. Eu faço questão”. Ela encerra a ligação agradecida, ainda que não tivesse tido tempo de explicar. Não que eu não fizesse questão de dar uma carona para a minha mãe, mas naquele contexto, o que eu fazia questão ali, Leia mais… »

Antes de eu morrer | Coisa de Antônia

Já pensou o que você faria se soubesse que tem os dias contados? Eu já. Vem comigo no Coisa de Antônia no ATL Girls da Rede Atlântida, clicando na imagem abaixo:

A irmã mais velha

Sábado passado caiu a luz lá de casa. Não foi por muito tempo, somente tempo suficiente para o Mateus aparecer na minha cama em um pulo, e o Murilo sair correndo do chuveiro gritando meu nome – “MANAAAAA” – sim porque lá em casa meu nome é “mana”. Enquanto a minha mãe arrumava o disjuntor Leia mais… »

10 coisas que eu odeio em você

A primeira vez que vi o filme “10 Coisas Que Eu Odeio Em Você”, dei-me conta de que o longa-metragem não era apenas a versão hollywoodiana da obra de Shakespeare de “A Megera Domada”. A obra era também muito de como eu via a minha própria vida fora das telas. Kat, uma das protagonistas, é Leia mais… »

Wish you were here

Acordei inquieta. Não sabia o motivo. Abri gavetas procurando contas para pagar que estivessem vencidas. Procurei na minha cartela alguma pílula que tivesse esquecido. Revisei emails e mensagens que poderia não ter respondido. Nada. Sentei na minha ilha de escritório, aquela tão isolada do que eu realmente gostaria de estar fazendo, e decidi tocar meu Leia mais… »

A vistoria

Eu queria poder parar de escrever sobre isso, entretanto estes sentimentos são tão presentes quanto a minha própria presença. Tão visíveis quando a roupa que eu visto. Tão urgentes quanto à vontade que eu tenho de seguir adiante. Leia mais… »

Você chegou e eu mudei

Você chegou finalmente. Nossa foi um alvoroço desde o dia que descobriram que você viria. Mamãe anunciava que um menininho chegaria. Pensei “ui, que nojo. Odeio meninos!”, no auge dos meus quatro anos de idade. Papai dizia que eu ia ganhar um irmãozinho, mas o que eu pedi foi uma bicicleta da Turma da Mônica. Leia mais… »

Troços e traços

A pior parte de sentir a falta de alguém é a permanência dela em objetos inanimados, coisas que antes eram inofensivas. É “um fio de cabelo no meu paletó”, já diria Chitãozinho e Xororó. Antes, aquele fio era apenas um cabelo solto, entretanto, na ausência da pessoa amada, ele é um universo de memórias. Tem cheiro, tem presença e até inconveniência. Não dá pra negar a saudade quando ela deixa provas do crime. O crime é essa falta que se sente. E a vítima é você, agarrado(a) apenas às evidencias do que já foi. Leia mais… »