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[convite]: Gramado celebra a identidade e diversidade da mulher através de evento e projeto fotográfico.

Organizado pelo Gabinete da Primeira-Dama de Gramado e com apoio das secretarias de Turismo e Cultura, acontecerá neste dia 08 de março o evento “Mulher: Construção da Nossa Identidade”. O evento que é aberto ao público, e tem início às 19h na Rua Coberta, busca promover a valorização do trabalho e da atuação das mulheres ao longo da construção da identidade e da história desta cidade, que é referência no Brasil e no mundo.

A apresentação do evento fica por conta desta colunista que vos fala, Aline Mazzocchi, autora do Antônia no Divã e integrante do time do ATL Girls. O evento também traz o fotógrafo, maquiador e apresentador, Fernando Torquatto, e a doutora em Imagem e Identidade de Pessoas, Charlene Dalbosco, com a palestra “O Criador e a Cientista”. Durante a noite também será apresentado o trabalho da fotógrafa Francine Tisiam que mostra a miscigenação da mulher gramadense por meio de 50 fotografias. Fica aqui uma provinha do trabalho lindo que será exposto:

A idealizadora do projeto, a primeira-dama Bianca Bertolucci  convida mulheres de todo o estado para celebrar este dia tão importante, ou como ela mesma coloca:

“No dia Internacional da Mulher, queremos integrar mulheres dos mais diversos espaços em um momento de reflexão e homenagens. Queremos apresentar a importância da construção de personagens femininos como agentes construtores da história, seja através de seu papel em áreas sociais, empresariais, médicas ou cultural”.

Também neste dia 8 de março, a partir das 19h, estarei ao vivo no podcast do ATL Girls direto do evento.

Fica aqui o meu convite para o evento, como também meu sincero respeito pelo gabinete da primeira-dama de Gramado e demais envolvidos, por promoverem um evento desta importância em um momento tão crucial da luta econômica e político-social das mulheres em nosso estado, país e no mundo.

Mais informações sobre o evento: Mulher Construção da nossa Identidade – GRAMADO, 08/03 – 19h.

Quem é ela

Hoje o dia é dia dela e por isso eu peço licença para falar. Não da Antônia, esse codinome que criou como a máscara da heroína que luta pra ser. Hoje eu vou falar da Aline, afinal é o aniversário dela. E apesar deste espaço refletir muito sobre o que ela pensa,  nem tanto se aqui se vê sobre Aline. Então hoje a Antônia vai falar da Aline.

Ela é de aquário, e isso por si só já fala muito sobre ela. Tem uma intensidade que é tanto sua maior virtude, quanto a sua maior inimiga. Fala demais, pensa demais, sofre demais, analisa demais, quer demais do mundo. É irritada pela manhã, e uma pilha a noite. Há quem diga que adora o estrelato, e poucos (muito poucos) sabem o quanto ela é tímida. Ainda que tímida nunca seja um adjetivo usado para defini-la, ela encara o público com suas piadas e língua felina para lidar com o medo que sente da crítica pública. E ela odeia sentir medo. Insiste em pegar o medo pelas bolas, simplesmente porque odeia render-se a ele. E ganhou mais do que perdeu nesta briga.

A Aline nasceu no verão, e acha que muito do seu espirito reflete a estação que brindou a sua chegada. Tem água salgada misturada ao sangue, e sonhou por muito tempo em ser surfista – sonho que foi interrompido por uma quilha e quatro pontos na testa em sua primeira tentativa. Ainda assim, é no mar que ela cura a cabeça. Sonha em se apaixonar por um surfista, ou ver nos irmãos mais novos o sonho de dropar uma onda. A praia é como um divã feito de areia, onde ela guarda sua memórias mais queridas. Do tempo de campista com os pais desde a sua primeira ida à praia, aos 17 dias de idade. Assim como nas inúmeras trips com as amigas e amigos ao longo de toda a sua história.

É teimosa como ninguém. Tem o jeitinho da mãe, adora receber os amigos, cuidar das pessoas, ser gentil até com quem não merece. Ela tem o gênio do pai, de quem nunca desiste, não leva desaforo para casa, e acha que o mundo não lhe deve favores. Tem um fraco por tudo que os irmãos lhe pedem. Foi sempre a melhor amiga do seu irmão Leonardo, com quem viveu poucas e boas, e gozou de cada momento junto daquele que era tanto o seu parceiro de crime, como o seu porto seguro. Pensa no irmão todo dia, antes ou depois de sua despedida.

Tem no braço esquerdo uma tatuagem de trevo de quatro folhas com a letra “L”, uma lembrança que ela fez ainda durante a vida dele – que era canhoto – marcando na pele que o irmão era a maior prova de sua sorte. Ganhou o Mateus e o Murilo já na idade de ser mãe, então tem por eles um misto de amor fraterno e materno. Mas reconhece hoje que a dupla foi um presente de Deus, para ajuda-la nas despedidas da vida, já que ela nunca se virou muito bem sem o irmão.

É arriada quase sempre – adora tirar sarro, irônica mais do que gostaria, e braba muitas vezes. Dá papo reto nos amigos. Carregaria camelos nas costas pelo deserto, se soubesse que poderia defender as pessoas que ama de todo mal. Sofre quando não consegue, e ainda tá aprendendo a deixar estar. Ela odeia confiar no destino para ver o curso da história se ajeitar, mas aprendeu a acreditar no tempo a duros tapas na cara. O tempo hoje manda nela, pois já entendeu que ele rei de toda cruzada.

No amor teve boas e péssimas lições. Já esteve com a cara no fundo do poço para então entender que cavava na direção errada. Aprendeu muito do que quer, mas principalmente o que não quer de um companheiro. Não tem pretensão de casar, mas se casasse seria na praia, com flores no cabelo, e num altar com o melhor amigo. Ainda está aprendendo a aceitar carinho, odeia que tentem mandar nela, mas é só pedir miando que ela entrega tudo de melhor numa boa. Ama sexo, falar dele, aprender com ele, e acha que ainda vai se divertir muito com o tema. Na cama ou neste divã.

Descobriu-se feminista há pouco tempo, e tem aprendido a importância de fazer desta uma de suas bandeiras. Por ela, e por todas.

Formada em publicidade, sempre teve um fraco para as artes. Ama musicais como o ar que ela respira. Já dançou, já fez teatro, já pintou e hoje escreve. Escreve como forma de terapia, pois na palavra escrita enxerga o espelho da alma. E foi escrevendo que se viu conectando com o mundo, lugar que ela adora explorar. É uma viajante fervorosa, ama o desconhecido como forma de se conhecer. Têm saudades eternas de Londres, lugar que chamou de casa e de amor por algum tempo. Mas adora voltar para o colo da família, sempre que possível. Tem a língua presa. Bebe, fuma e fala palavrão, e não se orgulha de nenhum dos três. Mas também não se envergonha.

Estreou no mundo aos 30 dias de janeiro, e hoje completa 32 anos. Se perguntar a quem a conhece, dirão que sua maior característica é a determinação. Para ela, determinação é apenas um reflexo do seu jeito errante de levar a vida. Ela sabe que está aprendendo, e que desistir, é perder uma oportunidade de fazê-lo. E aprender, é uma das poucas coisas que ela não abre mão. É uma sonhadora incorrigível. O nome dela é Aline, que do latim quer dizer “de linhagem nobre”, mas a única nobreza que ela leva, é aquela que carrega dentro do peito. Se preocupa em juntar histórias, mais do que dinheiro.

Precisou da Antônia para se apaixonar por ela mesma, mas hoje sabe que não trocaria de lugar com ninguém. E nesse aniversário, talvez seja justamente esse o maior presente que ela poderia dar a ela mesma. Esse é o seu feliz aniversário. E ela adora fazer aniversário.


Fim da sessão especial de aniversário.

Presente. Presentes são coisas que a gente dá para aniversariantes para lembrá-los de celebrar o PRESENTE DA VIDA, lembrá-los de viver o presente. E considerando que ela entrega tanto do seu presente para este divã, a Aline se deu o direito de pedir um presente de aniversário a todos vocês.

Do dia 30 de janeiro, o aniversário dela, até o dia 15 de março, o aniversário do Leonardo, ela gostaria de pedir de presente uma DOAÇÃO DE SANGUE. Ano passado reunimos 72 doações durante a campanha de aniversário do Léo, e esse ano temos a meta moral de superar esse número juntando os dois aniversários, e para isso precisamos da ajuda de vocês. Queremos celebrar a vida com um pouquinho da sua. Faça uma doação no ponto de coleta mais próximo, tire uma foto, publique ou envie sua foto para o blog com a #meuPresenteÉminhaVida  e convide um amigo para participar. Juntos, vamos ajudar mais pessoas a comemorarem os seus aniversários. Tem presente melhor que esse? Contamos com vocês – não deixe a aniversariante na mão!

#meuPresenteÉminhaVida

É preciso ir embora [convite]

Ano passado, na festa de despedida de uma amiga, ouvia calada e com atenção seu dolorido discurso sobre o quanto ela se preocupava com a decisão de ir embora. Dizia se preocupar com a saudade antecipada da família, com a tristeza em deixar um amor pra trás e com a dor de se afastar dos amigos. Ela iria embora para Londres com tantas incertezas sobre cá e lá, que o intercambio mais parecia uma sentença ao exílio.

Dentre dicas e conselhos reconfortantes de outras amigas, lembro-me de interromper a discussão de forma mais fria e prática do que gostaria:


“Quando você estiver dentro daquele avião, olhar pra baixo e ver todas estas dúvidas e desculpas do tamanho de formigas, voltamos a falar. E você vai entrar naquele avião, nem que eu mesma te coloque nele.”

Ela engoliu seco e balançou a cabeça afirmativa.

Penso que na época poderia ter adoçado o conselho. Mas fato é que a minha certeza era irredutível, tudo que ela precisava era perspectiva. Olhar a situação de outro ângulo, de cima, e ver seus dilemas e problemas como quem olha o mundo de um avião. Óbvio, eu não tirei essa experiência da cartola. Eu, como ela, já havia sido a garota atormentada pelas dúvidas de partir, deixando tudo pra trás rumo ao desconhecido. Hoje sei que o medo nada mais era do que fruto da minha (nossa) obsessão em medir ações e ser assertiva. E foi só com o tempo e com as chances que me dei que descobri que não há nada mais libertador e esclarecedor do que o bom e velho tiro no escuro.

Hoje a minha amiga não tem mais dúvida. Celebra a vida que ela criou pra ela mesma lá na terra da rainha, onde eu mesma descobri tanto sobre minha própria realeza. Ironicamente – e também assim como eu – ela aprendeu que é preciso (e vai querer) muitas vezes uma certa distancia do ninho. Aprendeu que nem todo amor arrebatador é amor pra vida inteira. Que os amigos, aqueles de verdade, podem até estar longe, mas nunca distantes. Hoje ela chama o antigo exílio de lar, e adora pegar um avião rumo ao desconhecido. Outras, como eu, e como ela, fizeram o mesmo. Todas entenderam que era preciso ir embora.

É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.

É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.

Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

As desculpas e preocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

Fim da sessão.

[ CONVITE ]

Oi gatedo!

Venho através deste convidá-los para a minha palestra “É preciso ir embora – aprendendo com o pé na estrada” no Movimento de Expansão no dia 26 de novembro – na Ulbra Canoas/RS. O evento conta com grandes nomes como Amyr Klink, Gustava Tanaka entre outros, falando sobre temas que inspiram e movimentam.

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Adquira seu ingressos pelo site www.movimentodeexpansao.com.br e use o código promocional ALINEMAZZOCCHI50 que garante desconto exclusivo de 50% para os leitores do Antônia no Divã. Nos vemos lá!

AHHH. E se você quiser me levar para palestrar em sua cidade, me chama que eu vou!