Arquivo da categoria: ATL Girls

Baleia Rosa: o desafio por dias melhores

Nem todo dinheiro do mundo me faria reviver a minha adolescência. E perceba, eu fui adolescente antes de bullying ter nome, de tão feio que era. Isso considerando que eu era uma privilegiada – magra, branca, classe média, com nenhum atributo aparente para tornar-se foco de um ataque. Ainda assim, adolescentes sabem ser cruéis. Já tive a cara toda rabiscada por um grupo de garotas mais velhas porque eu era “metida à bonitona”. Chorava no ônibus na volta da escola técnica porque a galera cantava em coro que eu era “a patricinha”. Ninguém escapa ileso de cometer e sofrer algum tipo de pressão, durante estes que são os anos em que nos provamos ou divertimos a custa dos outros.

Na Netflix, o diálogo sobre bullying e abuso (de todo tipo) foi provocado pela série 13 Reasons Why. O drama descreve as desventuras da personagem Hannah, e a série de eventos que resultaram no fim trágico de sua vida (spoiler nenhum,ta? Esse desfecho está bem claro desde o primeiro episódio). Dentre as críticas recebidas, a maioria decaiu sobre os riscos promovidos pelos gatilhos presentes na série, a falta de profundidade do assunto,  e a ética envolvida na temática suicídio. Nos elogios, a maioria surge em razão do alerta ao assunto, da quebra de um tabu, e a chamada ao diálogo. De qualquer forma, e independe da opinião de quem assiste, uma reação é certa: uma retrospectiva de nossos anos mais jovens e a análise dolorida de nossas atitudes.

Coincidentemente ou não, a pauta pegou ainda mais corpo com a crescente aderência de adolescentes ao arriscado jogo da Baleia Azul – um desafio de 50 tarefas, em que a última instiga o participante a tirar a própria vida. Com o aumento de casos de depressão, a realidade fértil ao bullying, e a propensão aos games, adolescentes viram alvos fáceis da glamorização do sofrimento e da ideia de que não existe outra saída que não a morte. Infelizmente, como o própria historia da personagem Hannah nos faz entender, perceber os sinais de que um jovem precisa de ajuda não é algo tão simples. A busca pela independência e reclusão própria da adolescência, colabora para que pais e amigos não percebam a existência de um possível sofrimento crescente, o que dificulta o acesso a ajuda. O diálogo aberto, a observação próxima do comportamento, assim como o apoio e carinho ainda seguem sendo as recomendação mais eficazes sugeridas por especialistas.

Mas outra solução me ocorre. Talvez o maior antídoto para o bullying, o sofrimento e as perdas, seja criarmos crianças e adolescentes educadas para ter carinho ao próximo. E aqui sem hipocrisia – eu mesma já pratiquei bullying, e tive uma ótima educação em casa. Penso entretanto, que promovendo cada vez mais a empatia desde cedo (e não apenas a quem amamos, mas a quem pudermos), possamos ter maiores chances de uma sociedade colaborativa e fraternal. Uma utopia? Talvez, mas gosto da ideia de que seremos cada vez melhores com o coleguinha do lado. Sendo adultos mais gentis, e educando pelo exemplo. Uma boa ideia para começar pode ser a aderência a positividade, promovida pela iniciativa Baleia Rosa. Ao contrário do jogo Baleia Azul, a versão rosa é um game que sugere 50 ações de valorização a vida. Dicas como agradecer, elogiar a si próprio e perdoar são algumas das tarefas dos participantes.

Já pensou? Incluir 50 atividades promovendo a positividade e o amor ao próximo no nosso dia a dia? Talvez eu seja apenas uma sonhadora… Mas em tempos cada vez mais escuros, eu gosto de acreditar que viveremos dias mais cor de rosa.

E por falar em positividade, obrigada por você estar aqui! Você é importante.

Fim da sessão

Opinião é pena de morte

Concorda que vivemos no velho-oeste facebookiano? Dá um pulo no ATL Girls e compartilha da tua opinião:

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A garota do lenço na cabeça | Coisa de Antônia

Talvez porque nos últimos dias eu esteja mais sensível, ou mesmo por uma coincidência improvável, esta semana também me fez relembrar de outra história de amor e despedida. Promovida pela saudade ou mesmo pelo início do Outubro Rosa, lembramos na Rede Atlântida através do ATL Girls a história da Duda, uma guerreira de carne, osso e lenço na cabeça. E depois do nosso encontro, levo desde então não apenas uma saudade, mas o desejo de encarar a minha vida como um milagre – exatamente como a Duda fez. Fica aqui uma inspiração e um convite a se emocionar e transformar.

Clique na imagem abaixo:

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Lugar de fala | Coisa de Antônia

Cléo Pires, Paulinho Vilhena, Vogue, Paraolimpíadas, Representatividade. Se tem polêmica lá estamos nós no ATL Girls da Rede Atlântida falando do assunto. No Coisa de Antônia de hoje, o papo é sobre Lugar de Fala:

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Papai de Facebook | Coisa de Antônia

Paternidade é opcional?

Hoje no ATL Girls da Rede Atlântida o “Coisa de Antônia” discute os papais que são bonitos nas fotos, nem tanto nas atitudes.

Clica na imagem e cola lá:

Papai de Facebook

Miga, sua loca [coisa de antônia]

Hoje o Coisa de Antônia no ATL Girls faz uma homenagem a essa loucura chamada amizade. Miga, sua loca, hoje é nosso dia!

Clique na imagem:

Miga, sua loca (1)

A geração dos cagalhões | Coisa de Antônia

Hoje no Coisa de Antônia no ATL Girls da Rede Atlântida, um olhar sobre gerações, medos e coragens. Toma coragem e pula pra lá:

A geração dos cagalhões

 

Os 3 caras que me fizeram broxar | Coisa de Antônia

O Gildo, o Frota e o Caio são os caras que me fizeram broxar. Quer saber o que eles fizeram de errado? Pula lá no ATL Girls da Rede Atlântida, clicando na imagem abaixo:

Os 3 caras que me fizeram broxar

Antes de eu morrer | Coisa de Antônia

Já pensou o que você faria se soubesse que tem os dias contados? Eu já. Vem comigo no Coisa de Antônia no ATL Girls da Rede Atlântida, clicando na imagem abaixo:

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Por que meu gozo te incomoda?

Hoje no Coisa de Antônia do ATL Girls da Rede Atlântida, eu vou gozar bem alto e pra todo mundo ver. Vem também – clique na imagem abaixo:

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