Antônia

Não espere encontrar aqui minha idade, profissão, meu signo, uma lista das coisas que eu gosto ou deixo de gostar. Aqui não cabem estes limitadores. Gostaria também de poder dizer que sou blogueira, que é tão up-to-date e charmosinho, mas não.

A única certeza que eu gozo, é que eu sou uma contadora de histórias.

Eu sempre fui e sempre vou ser. Desde pequenininha, mesmo quando não entendia as letras e as palavras, e escrevia histórias com ajuda das amigas mais velhas e da minha mãe. Sou contadora de histórias de mesa de bar, de intervalo do almoço, de beira de praia, de elevador e de sessão de terapia.

Eu sempre amei histórias. Do mundo, dos outros e da minha. Não é a toa que deito e revisito-as com frequência no divã.

E lá, sempre que abraço uma crônica, gosto de fazer uma lista mental dos aprendizados, as minhas efemérides, colecionando personagens e lições, todos como tijolos dourados, formando um caminho na direção do autoconhecimento, afinal ,“não há lugar como o lar”.

Justamente por amar histórias, eu viajei. Morei em Londres, e também dentro de uma mochila, quando peguei um trem e tirei um tempo pra conhecer o mundo. Conheci o mundo bem menos do que conheci a mim mesma no caminho. Guardo com carinho as histórias da estrada como carimbos na memória. Histórias vividas, histórias de gente que conheci e histórias que queria ter vivido.

No caminho encontrei amores e desamores. Apaixonei-me mais do que devia. Somente então para aprender a me amar. Foram tantos suspiros que alguns não cabiam no peito, e vieram parar aqui.

Hoje eu sou Antônia, mas já fui Joana, Maria, Débora, Juliana, Ana Carolina… Mais Ana do que Carolina. Fui diversas e muitas vezes fui ninguém. Ora santa, ora pecadora, e tudo o que há entre os dois extremos.

Então de tantas coisas que fui , sou e ainda vou ser, me resumo aqui e agora em ser simplesmente Antônia.

antônia capa

 

Confissões e devaneios em formato de blog.