Coisa de Antônia: vá tomar banho!

O Coisa de Antônia desta semana é pra relembrar momentos que
deixam qualquer um molhado. ?Tira a roupa e corre pra lá.

O que eu não quero

Dia destes peguei-me em um “first date” com um cara mais velho. Eu, que já tive a minha cota considerável de garotos, achei um tanto quanto revigorante a ideia de sair com um homem com “H” maiúsculo. Revigorante e intimidador, pra dizer o mínimo, claro. Durante o encontro tentei direcionar a nossa conversa para assuntos aleatórios e inofensivos. Papo vai e papo vem entre uma cerveja e outra, e a pergunta latente e implacável surge na conversa:

– Mas afinal, Antônia. O que você espera de um relacionamento? O que você quer ?

Fiquei muda, como poucas vezes na vida eu fiquei (logo eu que não pago imposto pra falar demais). E lá eu me calei, por longos minutos sem saber o que dizer. Foi um choque. Naquele momento eu me dei conta que a esta altura do campeonato, eu não tinha a menor ideia do que eu queria. Mas já não tinha a menor dúvida das coisas que eu não queria.

Sabe o que eu não quero? Eu não quero ter azia de ciúmes. Sabe aquela queimação no estômago, justificada ou não, por conta de um sentimento de perda ou ciúmes compulsivo? Não quero. Nem por um minuto. A “sorte de um amor tranquilo”, como o de Cazuza, nada de chiliques. Também não quero pressa ou pressão, ou alguém me prendendo à força – deixe-me livre e verás que não irei a lugar nenhum, tente me prender na marra, e serei a primeira a pular fora mesmo sem paraquedas. Não quero ficar que não seja por escolha própria. E também não quero ter que pedir carinho. Carinho se entrega de graça. Beijos são tascados ou roubados, jamais solicitados. E não quero sair da cama sem cafuné. Aliás, eu me nego a sair da cama dividida sem cafuné.

Não quero perfil de rede social compartilhado. Não quero a sua senha do celular. Não quero me importar com aquela sua ex que curte todas as tuas fotos no Instagram. Aliás, também não quero falar de ex, nem das suas, nem dos meus – eles já fizeram a contribuição deles ensinando tudo que eu não quero mais. Não quero achar ruim que você joga futebol/peteca/ hockey/pedrinha n’água toda quarta-feira. Não quero conta conjunta. Não quero que você diga que eu não arrumo os potes da cozinha como a sua mãe. Aliás, não quero e nem vou competir com a sua mãe. E nem imagine que você poderá falar qualquer coisa da minha. Não quero que você troque o pneu do meu carro, e nem fique chateado quando por vezes eu precisar provar pra minha própria teimosia que eu preciso aprender a pedir ajuda.  Não quero alguém que largue a minha mão quando a coisa ficar feia. Ou quando eu ficar feia.

Não quero ser responsável pelas suas roupas, mas não me importo de jogar suas cuecas na máquina de vez em quando. E também não quero comentários a respeito da minha toalha molhada sobre a cama, mas confesso que posso me apaixonar se te pegar recolhendo-a, ainda que contrariado.  Não quero deixar de ser botequeira (= leia corretamente), e não vou ser uma lady por ninguém. Mas se me disseres que eu fico linda naquele vestido arrumadinho que você me deu, não vou deixar de usá-lo me esforçando para não estragar o cetim de alta costura pulando de uma cama elástica (história verídica).

Não quero e nem vou pedir desculpas pelas minhas celulites, e não vou me importar com sua pancinha de chopp. Não quero que você diga “eu te amo também”, só pra tranquilizar meu ego, pois eu já não sou mais tão imatura, e posso esperar você ter vontade de dizer quando estiveres pronto. Não quero que você deixe de sair com seus amigos, não vou deixar de sair com as minhas amigas, não vou abrir mão de termos amigos em comum. Não quero que você corrija seus defeitos ou calibre seus excessos por mim, pois eu também prefiro tomar estas atitudes por vontade própria. Não quero que você invente desculpas, por você ou por mim. Não quero que você se apaixone por alguém que eu “possa ser”, ao invés de amar quem eu realmente sou.

Não quero passar um final de tarde na praia sem você. Não quero que você deixe de dançar comigo porque tem vergonha. Não quero me perder por aí quando a gente brigar. Não quero me esquecer de quem eu sou e amo ser.

Hoje eu entendi finalmente que precisava estabelecer todos os meus nãos, antes de aceitar os sins. Fui calibrando minha expectativa de um romance duradouro por eliminatória. Um solavanco de um aqui, uma pressão do outro ali, um “nem te ligo” acolá. Hoje todos os sinais vermelhos aparecem quando eu detecto o que eu não quero. Até o dia em que chegar a exceção à regra, onde todos os meus nãos serão facilmente substituídos por um único sim.

“Pode falar, Antônia. O que você quer?” – perguntou novamente o homem de “H” maiúsculo, me retirando da minha autoanalise.

Dei um longo suspiro de quem correu uma maratona interna no assunto antes de responder:

“Eu ainda não sei o que eu quero. Mas sei o suficiente para desviar do que eu não quero.    E tenho o coração aberto para dia desses, reconhecer quando encontrar o que procuro. Disso, eu não tenho dúvidas.”


 

Fim da sessão.

 

Coisa de Antônia: (ih)maturidade alcoólica

Hoje no “Coisa de Antônia” do ATL Girls da Rede Atlântida, a emocionante saga de uma mulher procurando encontrar o equilíbrio, … e um engov.

Clica no botão e paga uma ceva por lá!

antônia no divã - (ih)maturidade alcoólica (site)

Frango frito

Tem lições que seus pais vão ensinar da forma menos óbvia, e que você só vai entender a importância na maturidade. Meu pai já foi caminhoneiro. E hoje, apesar de ser empresário, e sentar na cadeira de diretor dele, vejo que sempre teve e sempre terá a simplicidade de um caminhoneiro – ainda que ele tente disfarçar. Subia a serra gaúcha para uma reunião de negócios, quando no caminho ele sugeriu que parássemos na beira da estrada para tomar café da manhã – “aqui tem um ótimo!” indicou animado.

Desci os escarpins naquele posto de gasolina e me sentei ao balcão, junto a tantos outros amantes de estrada como meu pai. A garçonete me serviu um café preto já adoçado, um pão novinho e me alcançou uma bandeja de frangos fritos para que eu escolhesse o meu pedaço – todos no balcão comiam aquela iguaria. Naquele momento recordei de todos os postos de gasolina que havia frequentado com meu pai. “Os caminhões na estrada são os melhores termômetros da economia nacional, minha filha, indo e vindo levando bens de consumo, movimentando o país. Repare agora, o Brasil tá parado! Não tem caminhão nas estradas. Além disso, caminhoneiro é que sabe onde tem comida boa!” – disse sorrindo enquanto degustava o café da manhã dos campeões. Foi quando voltei à atenção ao meu frango frito com pão.

Fato é que nunca me faltou nada na vida. Eu sempre tive lápis Faber-Castell, mas era a caixa de 12 unidades, no máximo 24. Sempre passei as férias em Santa Catarina, mas de barraca ou trailer e em camping, na beira da praia, claro, com a vista que nenhum hotel tinha. Na praia, a gente sempre frequentava a casa dos pescadores locais, que tinham as melhores histórias e as tainhas mais deliciosas que eu já experimentei. Tive aulas de inglês e dança durante toda a adolescência, e dei aula como voluntária numa escola municipal por incentivo da minha mãe, que como professora sempre apoiou a educação para todos, e a multiplicação do conhecimento. Quando cresci, fui estudar business na Europa, e como já falei por aqui, aprendi mesmo servindo (e ouvindo) pessoas em um café.

Ao longo do tempo percebi que mesmo sem querer eu nunca quis hotel cinco estrelas, eu sempre desejei mais dias na praia. Eu nunca almejei luxo, mas sempre prezei a riqueza de não deixar ninguém pra trás – “Vamos junto! Tu me paga na semana que vem!”. Eu acabei virando fã de uma sarjeta, já que aprendi que lá mora um tipo genial de alegria simplista, mas não simplória. E me vi fazendo prancha de surfe de garrafa PET para os pequenos surfistas lá de casa, porque também me ensinaram desde cedo que nada na vida substitui a criatividade e a imaginação. Com o passar dos anos eu entendi que a moeda de troca mais valorizada era a experiência compartilhada – o resto, não passava de vil metal.

Minha mãe, de origem menos afortunada, e meu pai que optou pela simplicidade como estilo de vida, me deram um nome pomposo “do latim, de valor inestimável”, sim, daquilo que não se mede o valor. O valor que pregavam, entretanto, não se referia ao meu berço – jamais – mas a valor das coisas simples que realmente importam. O que hoje entendo que me foi ensinado com pequenas sutilezas, é que a beleza da vida não está no pote de ouro no final do arco-íris, mas sim no majestoso colorido do seu arco cruzando o céu.

– “É bem bom, né?!”, pergunta meu pai sobre o pão com frango frito, me tirando dos meus devaneios.

– “É ótimo, pai. Simples e ótimo! Muito obrigada”.


Fim da sessão.

Coisa de Antônia: Mude o nude

No “Coisa de Antônia” de hoje no ATL Girls da Rede Atlântida, vamos criar umas regrinhas para usar a “cor” do momento sem pagar mico.

Tira a roupa e vai pra lá, é só clicar no botão:

antônia no divã - mude o nude (insta)

Véu, grinalda e tênis de corrida

Eu não sei como isso começou, mas alguém me inscreveu na corrida pelo altar e eu não fui nem informada. Pode ter sido a era balzaquiana, que bateu na minha porta. Ou meu relógio biológico que já faz tic-tac. Ou ainda a quantidade de ex-namorados que já achou a sua cara metade. Talvez porque a cada encontro de família eu ainda receba o olharzinho de “óh, coitada, ainda solteira”. Pode ser que seja culpa do meu pai, atrapalhado que só ele nos assuntos do coração, jogando aquela bomba de “olha… quem muito escolhe, acaba não sendo escolhida”, ou ainda por conta da minha mãe dizendo “agora vai hein?” a cada primeiro encontro de um novo affaire. Meu status social virou lepra, foi isso? Esqueçam todas as minhas conquistas, MBAs, carimbos no meu passaporte, meus planos de vida. Socorro, temos uma solteira no recinto!

Gente, calma, eu quero casar. Quer dizer, eu ACHO que eu quero casar. Eu imagino meu vestido branco e os 12 kg que quero perder para entrar nele. Da grinalda e do véu grudando no meu batom. Penso em caminhar por uma igreja mentalizando “não tropeça, não tropeça” segurando a mão do meu pai, enquanto ele sorri um sorriso de alívio. Eu me imagino me jogando nos braços de Mr. Right e grudando nele um beijo apaixonado logo depois do “eu aceito”. Eu já tenho sete (sim, 7!) versões da primeira dança, todas coreografadas na minha cabeça (a metade delas com trilhas apaixonantemente bregas como Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone – me julguem!). Da chuva de prata caindo em cima o bolo. Já planejo colocar meus parentes bêbados em seus transportes depois do fim da festa. Penso no meu novo marido desabotoando os 714 botões do meu vestido antes da noite de núpcias. E todas as delicias e desafios que envolvem colocar aquela aliança no meu dedo. Então veja, eu penso nisso. Mas dá pra parar de me empurrar?

É muito estranho. Estou vivendo uma fase de ouro da minha vida, e ainda assim é como se eu estivesse atrasada. Talvez eu esteja gozando da última coleção de momentos em que eu possa ir e vir ao meu bel prazer, e eventualmente isso faz de mim uma individualista moderninha. Ora, mas por quê? Não que hoje eu não deva satisfações, eu sempre respeitei a opinião dos meus amores (família, amigos, romances), mas no modus operandi que estou, talvez seja a última vez que eu não dependa destas opiniões para tomar um rumo. Eu quero pedir demissão, eu peço, pois o orçamento familiar ainda é só meu. Quero vender meu sofá e gastar tudo em sapatos, eu posso, o sofá é meu. Decidi me mudar pra Londres e seduzir o príncipe Harry? De novo, um plano única e exclusivamente meu. Tornar-me a sexta integrante das Spice Girl no retorno delas? Posso sim, eu tenho girl power! Tirar um ano sabático pra descobrir o sentido da vida (ou falta dele)? Também posso, pois ninguém depende de mim pra seguir vivendo. E isso não deveria ser problema. Mas aparentemente é. E eu não vejo sentido nesta matemática.

E por falar em matemática, final de semana destes estava na beira da praia e me peguei fazendo contas com a calculadora do celular (juro) de quantos anos ainda tenho antes de tomar grandes e definitivas decisões. Escolher um amor, fazer Antôninhas, adquirir imóveis, melhorar o meu plano de seguros. A tarefa de traçar um cronograma para ser feliz e completa atendendo a todas as expectativas não me deu perspectiva, mas sim um ataque de ansiedade. “Jesus, não vai dar tempo!” – eu pensei. E com a pressa de ser feliz no futuro, me vi comprometendo a alegria de ser feliz agora. Nananinanão. Eu não me inscrevi nesta corrida. E quando achava que ainda tinha minhas dúvidas, o happy hour da semana passada trouxe a notícia de que um antigo grande amor havia se divorciado, menos de um ano depois do casamento. Não comemorei como uma ex namorada amarga, fiquei triste. Muito provavelmente ele também entrara desavisado na corrida, e de agora em diante ele jamais voltará a ser solteiro, e ter essa lepra que possuo. Ele será um divorciado, o que aos 30 e poucos anos, para essa sociedade, talvez seja um rótulo ainda mais complexo do que o meu.

Então veja, não adianta mesmo fazer torcida para eu acelerar o passo, pois enquanto já tem gente enfiando véu e grinalda na minha cabeça nesta corrida pelo altar, eu ainda nem achei meu par de tênis. E se não for pra encarar o desafio bem equipada e respeitando o meu timing, eu prefiro nem correr. Aí eu vou dar uma volta na praia, descalça. Talvez lá eu ache alguém tão despreocupado com essa corrida quanto eu. Então, casamos.


Fim da sessão.

 

Coisa de Antônia: A menininha do papai

No “Coisa de Antônia” desta semana, uma conversa aberta com o homem da minha vida. Pega o lencinho e corre lá pro ATL Girls da Rede Atlântida e depois não esquece de dar um upa bem apertado do seu pai.

Feliz dia dos pais, gatedo!

antônia no divã - a menininha do papai (site)

Todo mundo mente

Já percebeu como a tecnologia evoluiu com algumas features direcionadas única e exclusivamente para conferencia de informações? Senhas, perguntas secretas, identificação/bloqueador de chamada, localizador de telefone, risquinhos azuis. É como se não conseguíssemos de maneira nenhuma confiar nas pessoas, e tentássemos – frustradamente- usar fios óticos e satélites para rastrear a verdade. Vivemos na era da mentira patrocinada. Hora pelas nossas crenças, hora pelas oportunidades, em outros momentos justificados pela nossa cultura, e em outros por nossas boas intenções. Claro, quem nunca foi pego numa mentira e justificou com bem feitorias como “eu não queria te machucar” ou “menti pro teu próprio bem”? Todo mundo mente.

Nós apresentamos carteirinha da faculdade que já não frequentamos na academia para pagar valor de estudante, nós dizemos ao guarda de trânsito que não vimos a sinaleira amarela, nós sorrimos para chefes que odiamos, não retornamos ligações “porque já era tarde”, nós fingimos orgasmos. É assim desde o tempo de Adão, Eva, a maça e a cobra mentirosa. Vai ver a cobra disse a Eva que a maça faria dela magra para sempre, indiferente dos sorvetes que ela tomasse na vida. A maça, antes de ser um pecado, foi uma mentira. As desculpas são diversas, queremos pagar meia ou não pagar multa, agradar o chefe, não retornar ligações ou estávamos muito cansados para gozar ou discutir a relação. Tudo muito justificável. Outra grande mentira. O que a gente não quer é se a ver com as consequências das nossas escolhas. É difícil olhar nos olhos da verdade, eu sei.

Por conta disso, passamos a nos acostumar com a mentira de tal forma, que escolhemos a categoria de mentirosos que queremos por perto. Políticos que mentem por causa do partido. Safados crônicos que mentem porque nunca foram amados. Dependentes químicos por conta de suas ânsias. Cleptomaníacos por causa da doença. Nós institucionalizamos a mentira como forma de conseguir continuar vivendo em sociedade. Tempo atrás acordos eram firmados com palmas cuspidas e um aperto de mãos no chamado “acordo de cavalheiros” ou ainda “no fio do bigode”. Hoje precisamos de contratos, adendos contratuais, acordos pré-nupciais, advogados, advogados dos advogados, licenças, patentes, testemunhas e atestados de veracidade. Não existe mais a boa fé. Nem boa, nem fé.

Eu sei, um lado nosso não quer ouvir a verdade. Quando pergunto para o gato se eu engordei, sabendo que sim, quero ouvir dele a “versão açucarada” (ambiguidade aqui) da verdade. E ele mente para me agradar e para se proteger. Ele sabe o preço da verdade, pois já dormiu no sofá por conta dela. Quando meu irmão não me retorna uma ligação depois de três dias, prefiro ouvi-lo dizer que estava em cirurgia (como doutorando de medicina, não como paciente). Acho melhor imaginar que ele ficou 72 horas consecutivas heroicamente fazendo uma massagem cardíaca em alguém prestes a morrer, a dar um soco no meu coração dizendo que se esqueceu de falar comigo. É natural. Às vezes a gente não quer a verdade. Ela é dura e machuca.

“Mas eu ‘apenas omito’, ‘distorço’, ‘aumento’, ‘adoço’ a verdade”. Todas as variações de uma mentira que não assumimos contar. Todas inocentes, justificáveis ou bem intencionadas até o limiar de se tornarem parte de nós mesmos. A questão não é que ela tem perna-curta, mas o que ela faz com a gente.  Carlos Drummond de Andrade uma vez falou que “acreditar em nossa própria mentira é o primeiro passo para o estabelecimento de uma nova verdade”, e essa frase me arrepia os cabelos da nuca. Já pensou se todas as distorções que fazemos da vida real, forem contabilizadas como distorções do nosso caráter? Ainda assim a gente segue fingindo, uns que estão sendo sinceros, e outros que acreditam, já que a verdade dá trabalho.

Não sou hipócrita ou idealista para imaginar um mundo sem mentiras. Todo mundo mente e eu entendo. A pergunta de fato não é quem mente, uma vez constado que é natural do ser humano a inversão ou inventabilidade da verdade. A pergunta é quem de nós já mentiu o suficiente pra esquecer-se das próprias verdades? Você acredita na pessoa que é, ou na que diz ser? Quando deixamos de ser meninos, para virarmos apenas insensíveis caras de pau? Pinóquio teve que provar coragem, bravura e lealdada para tornar-se um menino de verdade. Ora, pois não são estas, justamente, as qualidades que nos faltam para olhar a verdade?

São sim, “simplesMENTE”.


Fim da sessão

 

 

“Como um anjo caído,  Fiz questão de esquecer

Que mentir pra si mesmo, é sempre a pior mentira

Mas não sou mais, tão criança, a ponto de saber tudo.”

Dado Villa-Lobos / Renato Rocha / Renato Russo